CVM vai ‘entrar em campo’, informa Folha – Money Times


O papel sofreu com uma série de notícias divulgadas ao longo do dia (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abrirá um processo para investigar a Petrobras (PETR4) após a forte volatilidade das ações da empresa na sessão desta quinta-feira, informa a Folha de S.Paulo.

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O papel sofreu com uma série de notícias divulgadas ao longo do dia, como a possível demissão de Jean Paul Prates e a distribuição dos dividendos extraordinários.

Segundo a Folha, não se sabe quais as informações serão alvo do processo, mas, normalmente, esse tipo de inquérito questiona a demora da empresa em se posicionar.

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Petrobras: Montanha-russa

As ações da empresa iniciaram o dia em alta, repercutindo os futuros do Brent, que tocaram os US$ 90.

Porém, ainda durante a manhã, surgiram notícias que Aloizio Mercadante substituiria Jean Paul Prates no comando da Petrobras.

“Conforme nos posicionamos, consideramos esta troca negativa para a empresa, sobretudo em função da falta de expertise e know-how de Mercadante em Oil & Gás”, destaca a Ativa Investimentos.

Mesmo com os rumores, porém, as ações passaram a subir com a notícia que Haddad teria tido sucesso no convencimento de ministros na liberação dos R$ 43 bilhões em dividendos referentes aos resultados de 2023 e atualmente retidos.

“Dado a existência de uma série de dúvidas a respeito da rentabilidade real dos projetos que Petrobras efetuará ao longo do seu atual plano de investimentos, os investidores (e nós também) classificamos como positivo o pagamento deste montante que, por sua vez, eliminaria integralmente a possibilidade do mesmo ser utilizado para outros fins, como investimentos”, completa a corretora.

Ao final do pregão, no entanto, o nome de Mercadante voltou a ganhar força.

Segundo o Instituto Empresa, a Petrobras incorre em abuso do poder de controle quando faz seu interesse prevalecer ao da companhia e dos demais acionistas.

“Assiste-se o presidente da companhia tentando estabelecer o equilíbrio e o Ministro das Minas e Energia e mesmo o da Fazenda assumindo que o exercício do controle pode se dar por critérios políticos”, discorre.

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Quais são os cenários possíveis?

A Ativa traça quatro cenários para a Petrobras, sendo eles:

  1. Prates ficará e os dividendos serão liberados?
  2. Prates sairá e os dividendos serão liberados?
  3. Prates ficará e os dividendos permanecerão retidos?
  4. Prates sairá e os dividendos permanecerão retidos?

“Ainda que prefiramos a primeira opção, vemos os movimentos de hoje darem conta que a segunda opção ganhou força. E com ela, mesmo o investidor (e as contas da União) ganhando um motivo para comemorar com o destravamento dos dividendos, nada impede que novas retenções ocorram no futuro. Em suma, ainda que positivo para as ações num primeiro momento, o mercado ainda terá dificuldade de perenizar o movimento, sobretudo se for confirmada a troca no comando da empresa”, completa.



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